← voltar para a programação
Mesa Redonda
Cultura, Trabalho e Educação na Revista do Arquivo Histórico Municipal
- Quando:
- quinta-feira, 24/09 · 18:00 às 19:30
- Local:
- Sala 26
- Realização:
- Centro Paula Souza (Ceeteps) / Instituto Federal de São Paulo (IFSP)
- Inscrição:
- não necessária
Antes mesmo do surgimento do DCR em maio de 1935, os primeiros doze números da RAM (entre junho de 1934 a maio de 1935) evidenciam sua potencialidade como não só difusora, mas como indutora de um pensamento que buscava a renovação do campo artístico, ético e científico. A RAM foi o sintoma de uma época em que os intelectuais se profissionalizaram e se especializaram em busca da cientificidade e da participação ativa numa cidade que desaparecia dando lugar ao que Mário de Andrade chamará de “Paulicéia Desvairada”.
A análise dos primeiros números da RAM, além de outros aspectos são reveladores dos atos oficiais da municipalidade em direção a um novo modo de gerir a cidade e a massa de trabalhadores. A RAM também revela as hierarquizações entre intelectuais e instituições que, em seus respectivos campos de conhecimento, participam de maneira mais ou menos ativa do modernismo transfigurado em pressupostos de uma política pública de cultura, trabalho e educação. Sua leitura nos anuncia as pesquisas antropológicas e demográficas da seção de documentos (posteriormente chamada de Documentação Social) no período do DCR. A RAM explicita após o Golpe do Estado Novo e a saída de Mário de Andrade do DCR as contradições da ideologia do trabalho frente a um contexto urbano que demanda de maneira progressiva pesquisas demográficas para compreender e governar a população de trabalhadores. O objetivo dessa mesa é apresentar leituras e vestígios desse processo que aparece registrado em diferentes seções da RAM mas com destaque para a chamada seção Documentação Social desde seu surgimento em 1934 até o ano do fim do Estado Novo em 1945.
